O uso das aspas

Um dos posts mais requisitados aqui no blog é este sobre o uso das aspas. Preparei um pequeno, simples, pero de coração, infográfico que mostra alguns aspectos do uso de forma extremamente resumida.

, 26 de julho de 2013

Um dos posts mais requisitados aqui no blog é este sobre o uso das aspas.

Preparei um pequeno, simples, pero de coração, infográfico que mostra alguns aspectos do uso de forma extremamente resumida.

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Transcrevo, então, a explicação sobre elas retirada da Moderna Gramática Portuguesa (Bechara, 37. ed., 2009).

Aspas – De modo geral, usamos como aspas o sinal [ “ ” ]; mas pode haver, para empregos diferentes as aspas simples [ ‘ ’ ]. Nos trabalhos científicos sobre línguas, as aspas simples referem-se a significados ou sentidos: amare, lat.‘amar’ port. Às vezes, usa-se nesta aplicação o sublinhado (cada vez menos frequente no texto impresso) ou o itálico. As aspas também são empregadas para dar a certa expressão sentido particular (na linguagem falada é em geral proferida com entoação especial) para ressaltar uma expressão dentro do contexto ou para apontar uma palavra como estrangeirismo ou gíria:

Observação: Escrevendo, ressaltamos a expressão também com o sublinhado, o que, nos textos impressos, corresponde ao emprego de tipo diferente:

— “Sim, mas percebo-o agora, porque só agora nos surgiu a ocasião de enriquecer. Foi uma sorte grande que Deus nos mandou.

— “Deus”...

— Deus, sim, e você o ofendeu afastando-a com o pé” [ML.1, 223].

“Você já reparou Miloca, na “ganja” da Sinhazinha? Disse uma sirigaita de “beleza” na testa” [ML.1, 102].

Quando uma pausa coincide com o final da expressão ou sentença que se acha entre aspas, coloca-se o competente sinal de pontuação depois delas, se encerram apenas uma parte da proposição; quando, porém, as aspas abrangem todo o período, sentença, frase ou expressão, a respectiva notação fica abrangida por elas:

“Aí temos a lei”, dizia o Florentino. “Mas quem as há de segurar? Ninguém.” [RB]

“Mísera, tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume!”

“Por que não nasce eu um simples vaga-lume?” [MA]

 


Escrito por Carol Machado,
em 26 de julho de 2013.
Mestranda em Ciências da Linguagem na Universidade Nova de Lisboa. Graduada em Letras pela PUCRS. Revisora desde 2008. Autora do Manual de Sobrevivência do Revisor Iniciante. :)
Foto de Carol Machado