Tutorial: convertendo PDF para DOC com o Wordfast Anywhere

, 8 de maio de 2013

Alguns revisores surgem de tempos em tempos com dúvidas sobre como cobrar pela revisão de arquivos em PDF. O problema é: cobrar pelo aspecto geral do PDF? Por cada página? Pelo tempo gasto na revisão? Mas e a quantidade de texto? E se o cliente achar o valor injusto? E se, pior ainda, ele disser que “Muitas páginas do PDF não contêm nada de texto!”? Vamos por partes...

O que se faz, geralmente, é cobrar pelo PDF de acordo com seu aspecto geral, formatação, quantidade de páginas sem texto, etc., e estabelecer um valor para aquele documento. O problema é que o PDF de páginas de uma revista, por exemplo, pode conter bem menos texto que o PDF de um livro; e o PDF de um banner de uma agência de marketing pode conter ainda menos texto que qualquer outro documento.

Wordfast Tutorial

Outro problema é que há PDFs com os quais é até possível selecionar e copiar o texto, que são aqueles produzidos por programas a partir de um documento eletrônico (e alguns revisores fazem isso, tendo em vista a cobrança por caracteres ou por palavras), mas há aqueles PDFs de documentos escaneados que são como uma imagem, dos quais não é possível selecionar e copiar o texto.

Você verá isso no vídeo com exemplos práticos, mas sugiro também a leitura deste post do blog do Roger Chadel, que explica em mais detalhes como funciona a conversão, a tecnologia OCR, as questões sobre privacidade e (nosso principal objetivo aqui) como usar o Wordfast Anywhere para a conversão de PDFs para o formato doc. Além disso, ele indica excelentes programas pagos de tecnologia OCR que convertem PDFs de diversos tipos com qualidade excepcional, entre outras ótimas dicas sobre arquivos PDF.

Porém, acredito que cada revisor trabalhe de uma forma, e alguns até mesmo nunca cheguem a trabalhar com PDFs (eu mesmo passei quase dois anos como revisor trabalhando com PDFs bem esparsos e quase nunca via um Word). Sendo assim, cada revisor deve considerar se fazer um investimento em alguma dessas ferramentas é vantajoso (principalmente para a qualidade do seu trabalho).

Neste ponto, você deve pensar: “Há diversos programas gratuitos e até mesmo sites de conversão de PDF para o formato Word. Por que não usá-los?”. Sim, existem muitos. Porém, muitos programas fazem uma conversão de baixa qualidade, com complementos inúteis ou que não chegam a executar a conversão de forma adequada de PDFs mortos.

Quanto aos sites, é preciso atenção à política de privacidade. Como o post do Roger Chadel explica, há muitos sites que podem usar os documentos que você envia a eles da forma que bem entendem (inclusive vendendo informações). É importante ter em mente que isso pode ser um risco para seus clientes.

O Wordfast Anywhere, apesar de ser um serviço online, tem política de privacidade e termos de uso que garantem sigilo e proteção em relação aos documentos que você envia. De forma mais simples, sob o aspecto de privacidade, ele é o serviço grátis mais apropriado para a conversão de seus arquivos.

A Carol me falou também sobre o Office 2013, que faz a conversão de PDFs para formato doc com ótima qualidade, tornando rápida e fácil a contagem de caracteres. Apesar do arquivo doc ter ficado pesado (o PDF de 2 MB ficou com 33 MB no formato doc, o que pode ser um problema caso você queira enviá-lo por e-mail ao seu cliente), acredito que ele será um ótimo substituto para todos os programas de conversão de PDF existentes. Porém, como muitos ainda usam o Office 2010 ou 2007, achei que mostrar essa alternativa com o Wordfast Anywhere seria legal.

Voltando à questão da cobrança pelo serviço de revisão de PDFs: muitos revisores podem não concordar com essa forma de cobrança de PDFs com base na contagem de caracteres, já que PDFs exigem maior atenção, é preciso inserir notas e marcações (ou seja, a alteração não é feita diretamente no documento), além de conferir formatação e outros aspectos.

A questão é que seu valor pela cobrança do PDF com base em caracteres pode ser reajustado, e essa forma de cobrança com base nos caracteres é apenas uma forma de tornar mais clara a relação e aspectos da cobrança entre o revisor e seu cliente. Você pode, inclusive, enviar ao seu cliente, junto com o PDF revisado, o arquivo em formato Word com o número de caracteres.

O trabalho é feito no PDF, mas quando seu cliente perceber que a cobrança foi feita com base em caracteres (ou até mesmo palavras), isso torna a cobrança mais clara e mais “tangível” do que uma cobrança com base no “aspecto geral” do PDF.

Enfim, acredito que há diversas formas e soluções a serem descobertas nesse sentido, sempre tendo em vista tornar mais rápido o trabalho do revisor e também tornar mais clara sua relação com o cliente.

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Escrito por Allan Moraes,
em 8 de maio de 2013.
Paulistano, divide o tempo entre tentar aprender línguas, livros de filosofia e o trabalho como revisor freelancer.
Foto de Allan Moraes