Mais que instrumentos que são usados para uma atividade geralmente temporária e específica (como montar uma máquina ou instalar um aparelho), alguns manuais são verdadeiros guias para a vida. É assim que o Manual de Sobrevivência do Revisor Iniciante pareceu para mim desde o começo: um guia para a vida profissional.

Quando comecei na área de revisão de textos em 2010, mesmo com uma relativa responsabilidade logo no estágio, mal sabia dos caminhos que aguardavam por mim lá fora. Obviamente, tudo era ainda fácil porque o trabalho/estágio estava lá, todos os dias, em horário comercial, e meu papel era revisar o material e depois ir para casa, sempre protegido, seguro, sem muitos riscos e dificuldades. Mas eu sabia que não seria assim para sempre.

E não foi: logo comecei a trabalhar como freelancer para agências de publicidade e de tradução, até que depois de algum tempo deixei isso de lado e fui trabalhar em editora (o que é um tanto diferente); por fim, voltei à vida de freela. Foi um caminho muito atribulado; e apesar dos cursos e da troca de experiências com alguns colegas, não havia um manual ou guia para me direcionar em meio a tantos caminhos, riscos, possibilidades e oportunidades.

Tomo a liberdade de citar aqui uma colega que a Carol e eu temos em comum, a Joice, que resumiu bem essa sensação dizendo que “quando optamos por essa profissão, não temos ideia do que nos espera. Todos os dias enfrentamos esse mar revolto e ressaqueado da área editorial”, e a Carol, com o Manual, “traz um bote salva-vidas para ajudar aos que ainda não sabem nadar direito”.

É por esse motivo que, ao olhar para trás, consigo notar o valor desse livro, suas dicas e lições: eu poderia ter me planejado; poderia não só ter me armado melhor para os riscos, mas (e principalmente) ter me preparado com melhores ferramentas e conselhos para, assim, ter evitado alguns riscos e frustrações.

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Mas não é só ao olhar para trás que noto o valor do Manual, pois nossa vida profissional não é algo passageiro, que começa num ponto no passado e termina por lá mesmo. Todo revisor com mais experiência sabe a vida difícil que leva, tendo de aprender todos os dias, a cada instante, não só a lidar com novos dados e informações, mas também a abandonar velhos preconceitos e concepções. Retornar aos nossos projetos, guias e manuais, que apontam o objetivo ideal que deveríamos alcançar ou ter alcançado, as metas que traçamos lá no começo, é algo que temos de fazer sempre, de tempos em tempos, e é nesse sentido que o Manual pode ser útil também para quem, como eu, já passou por alguns caminhos e já teve algumas experiências.

Outra concepção comum é a de que a área de revisão e preparação de textos ou a área editorial como um todo é uma espécie de densa floresta pela qual aprendemos a caminhar sozinhos, lidando com seus riscos sem qualquer companhia e tentando sobreviver a suas ameaças e desafios ao entrar nela de corpo e alma, contando com a sorte e ficando à mercê de todos os perigos que essa aventura envolve.

Isso pode ser verdade e geralmente é a sensação que todo revisor ou profissional da área sente ao começar sua carreira, mas isso não significa que não possa haver uma forma de sabermos o que há lá, naquele mundo desconhecido, antes de darmos os primeiros passos, sabendo de antemão quais são os riscos e como se preparar para encará-los. Claro, temos nossos colegas (seja de profissão, da internet, dos cursos ou da universidade), que podem nos direcionar com suas próprias experiências, conselhos e dicas, e isso é ótimo. Mas e se pudéssemos reunir algumas dessas lições de forma sintética, objetiva, sem preconceitos e subjetivismos e, assim, ajudar mais pessoas e trocar mais experiências? Além disso, a Carol expande nosso campo de visão ao mostrar que a área editorial não é o único caminho que existe para o revisor trilhar.

manual de sobrevivência do revisor iniciante

Acredito que é essa a proposta da Carol com o Manual; mas mais que isso: mostrar também que não há fórmulas mágicas, receitas milagrosas ou atalhos. Existem lições gerais, dicas e conselhos pensados para o iniciante que tem dúvidas sobre os primeiros passos e deseja que alguém que já passou por lá aponte um norte, ensinando quais são as diferenças entre os campos de atuação, que o aconselhe sobre como observar seus próprios passos e o cenário como um todo para que ele, por si, decida com mais confiança quais caminhos deseja trilhar.

Livros são objetos de cultura não porque relatam uma história vivida por outra pessoa em algum momento no passado e que deveríamos conhecer apenas por educação ou mera formalidade, mas porque essa mesma experiência poderá ser vivida novamente por alguém, que poderá ser você. A essa pessoa, que podemos chamar de iniciante, caberá se preparar com os melhores conselhos, as melhores ferramentas e dicas para essa experiência. Se esse é o seu caso, tenho certeza de que o Manual de Sobrevivência do Revisor Iniciante será um aliado nessa jornada.

Boa sorte! :) (Ou seria melhor dizer “Bom preparo!”?)


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